A semana em Brasília para os ACS, no final das contas foi proveitosa. Apesar de uma falta considerável de representantes de Estados, mas o grupo que esteve presente pareceu se multiplicar, todos em um só coração e uma só voz. Assim, houve avanços objetivando aprovar o Piso Salarial Nacional. O estado de Pernambuco marcou presença, e a Cidade do Paulista esteve representada com suas entidades, graças a dinâmica da gestão e empenho do Secretário interino da Saúde Suruagi Arcoverde que dividiu os recursos por igual.
A estratégia da CONACS de parceria na Câmara de Deputados, como o Líder do PMDB Dep. Henrique Alves (RN), o Presidente da Comissão de Seguridade Social e Família (CSSF) o Dep. Mandeta (DEM/MS), e os demais líderes de Partidos governistas da Câmara de Deputados vem dando resultados a contra-gotas, mas com êxito até agora.
O fato é que alguns Prefeitos ridicularizaram a nossa campanha (com cartazes na entrada do anexo da Câmara) pela regulamentação do Piso Salarial dos ACS/ACE, já outros paravam, comentavam sobre os baixos salários e declaravam apoio dizendo que estão a favor do Piso, mas querem garantias do governo
O fato de suma importância, foi a CONACS sentar-se com os técnicos da Saúde, onde o Deputado Mandeta (DEM/MS), solicitou informações concretas sobre dados reais sobre o impacto financeiro da União dos Estados e dos Municípios, pois segundo ele “O Governo tem que ter uma contraproposta”.
Já o Deputado Severino Ninho (PSB-PE) que está engajado na luta da implantação do piso dos ACS/ACE, disse que: "analisou a proposta da CONACS, sendo viável e que não vai quebrar a união."
Do meu ponto de vista, ao ouvir o Senador Humberto Costa (PT-PE) e o Deputado Paulo Rubem (PDT-PE), fica explícita que a decisão da União é meramente política. O efeito cascata que temem, só coloca receio na implantação do piso salarial da categoria dos Agentes de Saúde e de Endemias, mas quando o aumento é autorizado para outros setores de "vulto e poder de barganha"não tem tanto impacto, daí concluo que a questão é política e não técnica.
O mais interessante é que quando a questão é de semântica, a valorização da nossa categoria é de suma importância, sendo na verdade, investimento a implantação do nosso piso, diferentemente dos gastos no setor financeiro. Esquecem também que o sistema SUS não quebrou, pois a categoria evita agravamentos, detecta doenças, faz busca ativa, serve como facilitador e ensina o povo na condução da prevenção de doenças. Assim os ACS/ACE dão lucro, enquanto o sistema financeiro vive de lucrar em cima da população com juros exorbitantes, e isto o governo sabe melhor do que ninguém.
Vamos continuar na batalha, e na pressão das bancadas dos estados e das lideranças. Interagir mais, buscar mais informação e agilizar a mobilização. Piso nacional estabelecido já.
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