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15 junho 2012

DO MEU OBSERVATÓRIO: O DINHEIRO DA RIO + 20 DARIA UMA AJUDA SUBSTANCIAL NA IMPLANTAÇÃO DO PISO SALARIAL DOS ACS E ACE

Hoje não se fala noutra coisa, senão na Rio+ 20, onde agora todo mundo é verde e o desmatamento aumenta de maneira assombrosa. As catástrofes naturais estão aí, é chuva na demais na nossa região metropolitana, de menos no agreste e nenhuma no  sertão.

É gelo numa região e inferno noutra, não se conhece quase as estações. Porém é preciso construir uma imagem de liderança, mesmo que seja de fachada. A população passa fome, ao menos 10% no país, gasta-se uma fortuna com o evento no Rio, quase 3 bi numa copa, onde não se tem ao menos técnico, quanto mais equipe e aprova-se um nocivo código florestal, por interesses e alianças políticas.

A imagem verde, inclui o fator econômico-ambiental e a história de desenvolvimento sustentável não funciona para a minoria que detém o poder econômico, ante a maioria. Onde estão as montadoras e os  motores eficientes só a álcool? Onde estão as exigências dos bancos quanto às leis ambientais para  empréstar dinheiro? E os investimentos para produção de energia limpa? Aqui em Pernambuco recentemente queriam um incinerador para a cidade do Paulista e uma termelétrica para a cidade do Cabo, já imaginou a maravilha?

O governo prepara pacotes, menos para a implantação salarial nacional dos ACS e ACE, mas em contrapartida, propõe estímulo ao crescimento. Contraditório ou não? Como pode desassociar a ligação  econômico-ambiental? 

O que observo, ouvindo os especialistas, tudo é tratado com uma visão fragmentada da realidade. O clima une questões amplas e diversas, menos os ministérios, que dizem tratar por este governo, das questões pertinentes a população.

São concedidos benefícios às montadoras e agora pretende controlar remessas de lucros e vigiar preços, chegando até a  estrutura de custos. Desde quando as empresas de capital fechado  são obrigadas a pactuar com tamanha violência? Querem corrigir o erro estratégico com um aprofundamento de crise.

O biocombustível recebe elogios externos por ser um dos pontos positivos do Brasil na transição para uma economia de baixo carbono, porém aqui quem cria  dificuldades é o próprio governo com seu infame sistema tributário e de subsídios. Ou seja, gasta uma fortuna com uma Rio+ 20, onde os maiores poluidores, já é sabido e notório que não irão avançar em nada para cortar a emissão de gás em seus países, diz não ao piso salarial dos ACS e ACE e beneficia o combustível fóssil numa tremenda discrepância ao que inteligentemente se deveria fazer.

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