A festa destinada à comemoração dos 33 anos do PT, ontem, no Recife, que acabou se transformando num grande barraco, com troca de acusações entre as correntes de João Paulo e João da Costa – e até tapas -, conforme este blog antecipou, é o assunto mais comentado nas redes sociais.
Os
partidários do ex-prefeito invadiram o auditório do hotel Jangadeiro
xingando o presidente Pedro Eugênio, que se negou a chamar João da Costa
e o presidente municipal, Oscar Barreto, para comporem a mesa.
Ao justificar, Eugênio disse que a composição da mesa foi decidida pela executiva. Foi chamado de frouxo, traidor e farsante.
O
presidente do partido não conseguiu discursar por causa das vaias e dos
gritos de “frouxo e farsa”. Do lado de fora da sala de reunião,
militantes petistas das duas correntes divergentes trocaram tapas.
André Campos, deputado estadual, retirou-se do local, de costas para a mesa. Representando
o governador, o presidente estadual do PSB, Sileno Guedes, deu uma
passada rápida por lá, mas não ficou para o evento.
Já
o senador Humberto Costa não deu as caras, informado antes que haveria
confusão. O senador Armando Monteiro esteve presente, discursou e saiu.
Só soube do tumulto depois por este blog.
Veja abaixo o desabafo de um petista na rede social revoltado com a trapalhada festa do PT:
Um chamado ao PT
Passado
a ressaca das eleições que produziram ao PT uma derrota política e
eleitoral em Pernambuco é hora de reconstruirmos a agenda de discussões
do partido. O evento realizado hoje (ontem) deveria cumprir esse papel
de superação das querelas eleitorais, além de ser um espaço para exaltar
os 33 anos do partido e os mais de 10 anos de comando no governo
federal.
Contudo,
o partido demonstra não ter superado as divergências construídas em
função das prévias municipais para escolha do candidato do PT à
Prefeitura do Recife. Neste momento em que deixamos de ser governo em nível municipal no Recife é importante avançarmos em dois sentidos.
Primeiro
é fundamental produzir uma avaliação interna e avançarmos num diálogo
que reorganize as bases e promova uma convivência pacífica entre
lideranças. Segundo, é fundamental despir-se do fisiologismo e
realizarmos uma avaliação crítica da gestão estadual.
Concordamos
com toda a política implementada pelo governador? O Estado vive seus
melhores dias do ponto de vista da política pública? Se a resposta é não
então precisamos ser protagonistas propositivos de novos rumos para
Pernambuco.
O
PT, que sempre se destacou pela capacidade política de oferecer
alternativas políticas para sociedade, não pode ser mais coadjuvante nas
próximas eleições. Logo, faço um chamado aos companheiros para
construção de uma agenda de debates que renove as esperanças, mas, que,
sobretudo, possa reanimar a militância para o bom debate e para boa
luta.
Neste
momento em que o governador ameaça aliar-se a nossos adversários
históricos para concorrer contra a presidente Dilma na disputa pelo
governo federal, o PT de Pernambuco tem um papel fundamental neste
enfrentamento.
Denunciar
as mazelas de um governo que massacra os estudantes, que apresenta os
piores índices nacionais de educação e que massacra os professores, além
de colocar o Estado de Pernambuco fora do sistema nacional de cultura.
Esses
e outros problemas precisam, urgentemente, entrar na pauta de
discussões da nossa militância, mas o dever de casa precisa começar pela
lideranças estaduais e nacionais, que precisam deixar para trás as
disputas do passado e olhar para frente vislumbrando a reconstrução do
PT.
É um chamado!
Ailson Barbosa
Foto: JC Imagens
do Blog de Magno Martins
Nenhum comentário:
Postar um comentário