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02 junho 2013

CONSELHO DE SERVIÇO SOCIAL SE POSICIONA CONTRA O PL


Por meio de nota, o Conselho Regional de Serviço Social (CRESS/PE) se posicionou contrário a aprovação do Projeto de Lei n 17/2013, de autoria do vereador Luís Eustáquio, que dispõe sobre a internação voluntária, involuntária e compulsória para dependentes químicos de álcool e drogas ilícitas no município do Recife.
Veja trechos da nota:
“Compreendemos que, caso seja aprovada, esta lei significará um retrocesso aos fundamentos e pressupostos da reformas sanitária e psiquiátrica brasileira, as quais sedimentaram as bases do redirecionamento do modelo assistencial às pessoas com transtorno mental e outros decorrentes do uso de álcool e outras drogas, que passaram a ser assistidas em meio aberto, tratadas com dignidade e respeito.
Entendemos que tal projeto de lei viola a concepção de direitos humanos, porque sinaliza a supressão da liberdade do indivíduo em optar pelo momento e forma de tratamento, conforme a estratégia de redução de danos brasileira. Além disso, tem sua base apoiada em setores conservadores da sociedade brasileira e recifense, sendo clara a identificação com um projeto societário privatista.
… medidas como a de internação compulsória para dependentes químicos, nada mais traduzem do que perspectivas higienistas no trato destas questões sociais, que não alteram o fulcro da desigualdade social e da pobreza.
A lei 10.216 de 2001- Lei da Reforma Psiquiátrica Brasileira, em seu Artigo 4º, determina que: a internação, em qualquer de suas modalidades, só será indicada quando os recursos extra-hospitalares se mostrarem insuficientes.
Neste sentido, faz-se necessário destacar que a cidade do Recife possui uma das redes mais estruturadas do Brasil no campo da saúde mental, contando com Centros de Atenção Psicossocial de Álcool e outras Drogas, Albergues Terapêuticos para assistência às pessoas com dependência química, Centros de Atenção Psicossocial para pessoas com Transtorno Mental, Residências Terapêuticas.
Por outro lado, é sabido que vem ocorrendo um desmonte do modelo CAPS, seja pela falta de recursos humanos, estrutura física das unidades, dentre outros, o que vem ocasionando a eclosão de movimentos e questionamentos dos trabalhadores, usuários e familiares desta política específica.

do Blog da Folha

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