Entendo que aborto é crime, agora em casos especiais comprovados por junta médica e esgotado pela justiça, aí tem-se um álibi. Concessão é diferente de permissão.
O nosso posicionamento contra o aborto não é cego ou insano. Somos terminantemente contra o ato e a tendência para a sua legalização. Agora, não podemos lavar as mãos diante do custo humano, social e econômico.
200 mil mulheres morrem todos os anos no Brasil, vítimas de abortos clandestinos realizados nas piores condições. E quantos fetos? O discurso anti-aborto não pode fechar a porta sem uma alternativa viável.
A bandeira ideológica pára reger a vida alheia é de um comodismo sem tamanho. Que tal: Assistência social e adoção, em vez de "perdão" e matadouro. O assunto só volta ao tona por causa do título eleitoral. Não se preocupam com a pessoa e sim com o eleitor. Conseguem até desassociar fetos de gente. O governo federal no período eleitoral fez boas promessas para as mulheres. Só não executa com rigor ações de impacto que venham inibir de fato com o assassinato. Enquanto fica o jogo político e o debate ideológico, as casas funerárias ficam no lucro.
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