A manifestação foi reprimida com total violência. As mulheres foram trancadas dentro da fábrica, que foi incendiada. Aproximadamente 130 mulheres morreram carbonizadas.
Passaram-se os anos, e em 1910, durante uma conferência na Dinamarca, ficou decidido que o 8 de março passaria a ser o "Dia Internacional da Mulher", em homenagem as mulheres que morreram na fábrica em 1857. Mas somente em 1975, através de um decreto, a data foi oficializada pela ONU (Organização das Nações Unidas).
Contudo, as mulheres ainda hoje sofrem, em muitos locais, com salários baixos, violência masculina, jornada excessiva no trabalho na empresa e ainda enfrenta a labuta da casa, e desvantagens na carreira profissional.
No dia 24 de fevereiro de 1932 foi instituído o voto feminino. As mulheres conquistavam, depois de muitos anos de reivindicações e discussões, o direito de votar e serem eleitas para cargos no executivo e legislativo. Hoje temos uma mulher no cargo mais alto do país, só que a falta de interesse pela política, ainda é gritante. Com um detalhe marcante, passou também uma mulher pela presidência do STF.
No entanto, estamos bem distantes de um feliz dia 08 de Março. As mulheres na África e em parte da Ásia, são mutiladas ainda quando crianças. A violência sexual é quase que descarada e o desrespeito ao ser humano é impactante, com as mulheres tendo os seus direitos tolhidos. Desde já, entendo que tem-se muito por fazer e pouco a comemorar, bastando observar os índices de violência e preconceito contra as mulheres no Brasil, que vem caindo consideravelmente, mas ainda impacta a estatística. Tenho dito.
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