Hoje,31 de Outubro, para muitas pessoas é dia das bruxas. Até alguns crentes"modernos" já comemoram a data importada dos EUA,o Halloween, e esquecem o Dia da Reforma Protestante, que teve seu início com o monge Martinho Lutero.
Infelizmente o nome de João Tetzel,é quase tão famoso quanto Lutero e tem mais discípulos. Este, dedicava-se a pregar e vender indulgências visando garantir o perdão de Deus. Hoje, compra-se cargos na Igreja, dizem que são ungidos, passando realmente (em muitos dos casos) de promoção.
No segmento pseudo-neopentecostal,vendem de tudo,com a utopia de se conseguir a vitória “espiritual,familiar e financeira”. Tem martelo,rosa,óleo,livro,cd,dvd,etc. Lutero,não iria aceitar tais coisas, e na atualidade os seguidores do monge, ficam sem congregação, pois não compactuam e nem apóiam as idéias de um centralismo dominante e de direcionamento político mercantilista.
O Evangelho é simples,tal comércio e práticas semelhantes são abomináveis aos olhos de quem lê a Palavra;imagine do ponto de vista de Deus!? Tem muita gente que quer fazer como no passado, inocentando o Papa. Hoje alguns desavisados,tem um lado e defendem as cores da bandeira denominacional e não a bandeira do Evangelho,apesar de falarem em Cristo. Será que no céu tais crimes serão absolvidos? Ao menos,nós sabemos que são mais de 95 afirmações contra os falsários. As teses de Lutero objetivavam combater a Igreja de Roma. Hoje os pseudo-reformados, com teologia, graça e batismo com Espírito Santo,tentam ameaçar as estruturas do próprio corpo de Cristo que é a Igreja,numa guerra de convenção e hegemonia política.
Há realização e prazer em dizer que tem-se dez mil crentes no templo,vai se construir um espaço para o triplo. Divulga-se uma reforma, para melhorar a estrutura..... televisiva. Quantos não evangélicos foram convidados,contabilizados e priorizados? A obra de missões.... em locais de difícil acesso e pouca lucratividade e visibilidade,há investimentos?
Para piorar,conta-se nos dedos, quais líderes falaram ontem, da importância do dia de hoje,pois têm medo da introspecção. Boa parte deles,também desconhece os princípios teológicos que motivaram e alicerçaram os heróis da Reforma. Assim,também não cantam o hino Castelo Forte,por não saber a letra.
Pergunta a pelo menos dez irmãos,qual a importância de Witemberg? A maioria que são fiéis ao discipulado autêntico,são taxados de arcaicos ou heterodoxos. A atual liderança,raras as vezes,só propaga o conhecimento sem identidade e historicidade denominacional. Quando assim faz,é com um livro histórico debaixo do braço na EBD e só.
A temática da espiritualidade,santidade,soberania de Deus e assistência social com contabilidade aberta, nem de longe é realizada pela minoria dos líderes das denominações que conheço. Fala-se muito em oração, de olhos arregalados nas ofertas,mas tendo também atenção redobrada no corpo diaconal. Ou estou falando algo absurdo?
A grande vantagem de quem não está preso a rótulos de denominação é que Deus não é, e nunca será manipulado, em hipótese alguma. Os inimigos da fé tentam se contrapor utilizando por um lado a ingenuidade e boa fé de alguns,insinuando a bondade de Deus.
Quem pensar seguir certas regras ou contribuindo,ou tendo cargos será salvo ou vai barganhar com Deus é melhor comemorar o halloween. As atuais denominações são pragmáticas, buscam resultados. Atuantes e extremamente ligadas a números,não estão nem aí para os órfãos,as viúvas,os casais em crise,o irmão doente ou afastado. Agora, se os mesmos casos acontecerem e a tal pessoa tiver posses,em muitos dos casos, a coisa muda.
Quanto a exatidão doutrinária e qualificação do pregador,o que importa é que ele traga uma mensagem que agrade a platéia. A tendência é que a platéia aplauda, e se chorar tanto faz, se a mensagem foi entendida.
Já não tenho respeito por boa parte da liderança dos evangélicos. É triste, mas tenho de dizer a verdade e o que sinto. Como é que pode um líder ter partido dentro da congregação? Preterir um membro a outro? Ou se arvorar a dizer :“enquanto eu estiver aqui,este não sai de onde está!” Tal incoerência só pode passar pela mente prepotente de um sujeito que nunca sentiu o gosto do céu!
Há confissões afirmando ser a Bíblia regra de fé e infalível,mas com a hipocrisia arraigada. Espero que seja a minoria dos pastores que guiam-se pelas regras de mercado, estratégias de marketing e auto-promoção. Portanto, se desejamos, com seriedade, contemplar a Deus de forma genuína, precisamos trilhar a reta vereda indicada na Sua Palavra e não na falsificação e até da ideologia ou nomenclatura.
Hoje no dia das bruxas,espero que o conceito evangélico seja de reforma e não de acomodação com a importação do lixo conceitual. Será que Lutero iria ficar passivo diante do caos que vivemos? Lógico que não.
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