Foto: Reuters
"Nosso nome foi massacrado", diz Pier Luigi Foschi
O presidente da Costa Cruzeiros, Pier Luigi Foschi, afirmou que embora não exista risco de falência da empresa é possível que o nome da companhia seja extinto após o naufrágio do Costa Concordia em 13 de janeiro em frente à ilha de Giglio, na Itália, que causou 17 mortos e deixou 15 pessoas desaparecidas. Em entrevista publicada neste domingo no jornal "La Stampa", Foschi declarou que os clientes caíram 35% na comparação com o ano passado, o que credita ao naufrágio. "Já esperávamos um ano difícil devido à crise internacional, mas está claro que o naufrágio também pesa", revelou Foschi.
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Embora a companhia tenha uma sociedade "sólida" com "capital líquido milionário", Foschi expressou temor pelo futuro do "nome" da companhia. "Costa Cruzeiros não vai quebrar como sociedade, mas é possível que esse nome deixe de existir", admitiu. Foschi justifica a medida pelo fato de a companhia ter sido "midiaticamente" aniquilada. "Nosso nome foi massacrado. Quanto tempo será necessário para que as pessoas voltem a ver nossos navios com serenidade?", questionou o presidente de Costa Cruzeiros.
Ele destacou que o naufrágio do Costa Concordia fez refletir sobre alguns protocolos vigentes e anunciou que embora as normas já previssem simulação de evacuação nas primeiras 24 horas após o embarque, a recomendação agora é fazê-la imediatamente. Com relação ao capitão Francesco Schettino, quem é acusado entre outros enquadramentos de homicídio involuntário múltiplo, Foschi reiterou que o naufrágio foi culpa de seu comportamento, quem "vive atualmente um processo judicial que faria tremer qualquer pessoa".
Sobre o restante da tripulação, o principal responsável do Costa Cruzeiros, declarou que a justiça deverá comprovar "que eles cumpriram com seus deveres" e anunciou que 95% já pediram para voltar a embarcar. EFE ccg/dm.
do IG

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