Tem coisas que agente sabe, mas não acredita que possa ser possível, até sentir na pele ou próximo de nós. A história resume-se no seguinte: Passamos um dia de lazer para comemorar um aniversário, num clube da empresa onde meu cunhado trabalha. O dia foi bastante agradável e de muita diversão, até que na saída do clube, no trajeto para casa, o meu sobrinho caiu da moto com o pai.
Corre corre daqui para socorrer, mas o adolescente de treze anos, queixava-se de uma dor muito forte na perna esquerda. Recuamos e evitamos qualquer movimento brusco para não causar um dano maior. O que agente não sabia era que o pior já havia acontecido.
Logo em seguida, ligamos para o SAMU, que não recebe chamadas da operadora Oi e mais um detalhe e entrave no socorro. Como não havia retorno, ligamos para o Corpo de Bombeiros. Conseguimos falar com a atendente. Muita burocracia para responder, enfim recebemos o protocolo de aguardo mencionado.
Passaram-se dez, trinta , quarenta minutos depois veio o retorno do CB, informando que a ocorrência estava na tela, mas não havia viatura disponível para a Cidade de Igarassu e que devería-mos ligar novamente para o SAMU.
Esta história já avançava por mais de uma hora, com o meu sobrinho sentindo dor e caído ao chão.
Na ligação ao SAMU, foi feito o protocolo, novamente a burocracia reinante, rastreamento se era trote e por aí vai. A central de regulação não fez intercâmbio e perdeu-se o contato. Aliou-se menino chorando com dor, pois houve rompimento no fêmur e pai estressado pela falta de atendimento.
Como a negligência ou insensibilidade estava estampada pelos órgãos competentes, resolvemos agir, utilizando a maca do clube e fazer o socorro para a UPA de Cruz de Rebouças.
Dentro do recinto, houve nova demora para os primeiros socorros e mais um agravante, o ortopedista ainda não estava no plantão após as 19:00 horas. Esta foi a informação que recebemos, e o fato lamentável é que nenhuma ação para diminuir as dores do paciente, foi tomada até haver uma mobilização por parte do pai.
Horas depois fizeram o raio-x e o ortopedista não apareceu no plantão. A fala era de que havia fratura no fêmur. O adolescente foi transferido para o Hospital Otávio de Freitas, onde foi melhor recepcionado, teve atendimento especializado e removido para a pediatria, isto já de meia noite.
Hoje pela manhã, foi transferido devido a gravidade do caso para o Hospital das Clínicas para ser cirurgiado. Quanto a nota para o Corpo de Bombeiros e SAMU pela prestação do socorro a uma vida em Igarassu não pode ser diferente de dez-respeito a uma vida que precisava de socorro. Esta é a minha nota de protesto.
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