Digão
Nesta semana estava um pouco nostálgico. Fiquem relembrando os bons tempos da mocidade e início de ministério. É verdade que os espinhos foram bem mais numerosos, mas entre eles estavam os bons momentos. Nesta minha nostalgia, resolvi ouvir um CD antigo do Petra, “Back to the street”.
Uma coisa que gosto da banda, além de tocar um ótimo rock’n’roll, é a base escriturística de suas letras. Atentei melhor para uma música específica, Shakin’ the house” (“Chacoalhando a casa”, numa tradução livre). Sua letra diz o seguinte: “você examina sua fundação – se está firmada na rocha ou na areia/quando a poeira baixar ela trará medo – quando a casa permanecer ou cair / no fogo do refinamento – quando as chamas estiverem muito altas para serem apagadas / você se lembrará de alguém ter dito que começaria pela casa”.
Quando li a referência bíblica, vi que a coisa é bem atual, apesar de o CD ter sido lançado em 1986. Em 2 Pe 4.17, uma das referências da música, lemos: Porque já é tempo que comece o julgamento pela casa de Deus; e se começa por nós, qual será o fim daqueles que desobedecem ao evangelho de Deus?
Fontes seguras, citadas inclusive aqui no Genizah, nos mostram que a casa está literalmente caindo para o lado dos mamonistas. O império de Estevam Hernandes, apesar do lançamento da “Bíblia Apostólica”, está a cada dia mais ficando do tamanho de um pequeno feudo. A briga entre Macedo e Valdomiro por almas e bolsos nos mostra que a coisa também não anda boa pro lado deles. Malafaia, nosso Caetano (dá pitaco mesmo sem ter sido consultado e é pródigo em falar bobagens), resolveu falar que ambos – Macedo e Valdomiro – são farinha do mesmo saco, ao que muitos internautas responderam que ele não tinha moral para falar nada, pois arrecadou dinheiro suficiente para comprar um singelo aviãozinho, além de ter defendido publicamente os dois em ocasiões distintas. Aliás, para o Mala também parece que a mala, antes farta, agora está escassa.
Isso tudo faz parte de um processo de depuração que Deus está fazendo entre nós. Creio mesmo que até o recente descobrimento da “parceria” entre o senador Demóstenes “30%” Torres (Arena/GO) e o bicheiro (chamado de “empresário de jogos” pela nossa imprensa) Carlinhos Cachoeira faz parte desse processo. Afinal, não pedimos tanto a Deus que nos livre da corrupção? Esta corrupção se dá nos meios políticos e também nos meios eclesiais, como temos visto e aqui combatido.
Mas não se engane: nessas horas o nome de Deus é bastante lembrado, embora nada seguido. Todos vão falar que estão sofrendo perseguição por pregarem o evangelho.
São lobos tirando a naftalina de suas roupas de cordeiro. Para esses, fica a palavra, novamente, de Pedro (2 Pe 4.12-16): amados, não estranheis a ardente provação que vem sobre vós para vos experimentar, como se coisa estranha vos acontecesse; mas regozijai-vos por serdes participantes das aflições de Cristo; para que também na revelação da sua glória vos regozijeis e exulteis. Se pelo nome de Cristo sois vituperados, bem-aventurados sois, porque sobre vós repousa o Espírito da glória, o Espírito de Deus. Que nenhum de vós, entretanto, padeça como homicida, ou ladrão, ou malfeitor, ou como quem se entremete em negócios alheios; mas, se padece como cristão, não se envergonhe, antes glorifique a Deus neste nome. Mas quando se tem o Ministério Público ou a Polícia Federal nos calcanhares, ou quando a mamata está secando, dificilmente o sofrimento é por causa de Cristo...
Digão e a turma do Reino assistem a tudo isso de camarote aqui no Genizah

Nenhum comentário:
Postar um comentário