A problemática institucionalizada da saúde é crônica em qualquer lugar do estado e do país. Mas como resido em Paulista, reportarei-me aos fatos pertinentes ao caos local. Percebo de perto o descaso e a balela de incentivo á participação popular e controle social.
A saúde pública é tratada em parte de fato, outra no marketing e de forma política, depois sobre ótica financeira, por fim medicamentosa e nunca prioritariamente preventiva. O controle social não é feito de maneira plena, pois aspectos jurídicos, de legislação e de financiamentos são vedados até a quem de direito. Apesar da premissa contrária, mas evidenciado tal fato, após várias interferências e ameaças do conselho de saúde.
Estou cansado do descaso, e não falo de política partidária ou de acidez como trabalhador. Falo como usuário do sistema, que vejo meu vizinho ser mau tratado, perambular na USF ser encaminhado para uma PC e daí, de hospital em hospital acabar no ossuário municipal, já que não tinha dinheiro ou plano de saúde.
Vejo o guia eleitoral com os "deuses" da gestão, e na prática o inferno da falta de consciência, descaso e de objetivo planejamento, sem paraíso, purgatório ou nirvana. Sucateando e terceirizando o sistema, corroborado com a omissão por parte da sociedade civil.
Apesar que, diante do agravo, está havendo mudança brusca de postura por parte desta sociedade e entendendo que a junção com os trabalhadores, formam usuários fortes. Neste breve comentário, quero colocar a perversidade da ordem social e as prioridades invertidas. Tem-se lei e regulação demais e ação eficaz de muito menos.
Pela grande quantidade que tem-se de propostas na cidade, ninguém em Paulista, ficaria doente. Mas as dificuldades de implantação e implementação são gritantes, além da inviabilidade política ou logística. Quando não é uma coisa, é outra, ou ambas. Para começo, se a maioria da população é feminina, onde não tem-se estatística atualizada de mortalidade materna e falta maternidade na cidade. Qual seria a minha preocupação como candidato a prefeito?
No que tange a descentralização da saúde na cidade, a idéia fica logisticamente engessada no tratamento ao cidadão. Você já imaginou uma USF sem vitamina C, médicos que não cumprem a carga horária e não tem feedback com ACS, laboratório que até onde se sabe (espero está errado), não faz a metade dos exames anunciados em horário nobre na tevê, por causa do interfaceamento? Vale esta justificativa, para quem necessita de uma biópsia?
Você já imaginou um Conselho de Saúde sem carro, sede que foi licitada a reforma, e a obra está parada, com imóvel servindo de esconderijo ou abrigo, ponto de droga e prostituição? Você já imaginou uma coordenação de agravos, sem veículo? Eu não sou da oposição, porém, muito menos omisso.
O atual estágio de desenvolvimento da saúde é caótico na cidade, tendo de admitir que o estado era de quase insepulto, que foi a UTI e agora, respira com aparelhos. Mas na minha ótica, o grande problema reside na formulação de estratégias e executabilidade.
Não há incentivo entre os setores. O uso dos recursos e suas diretrizes são desconhecidas dos conselheiros em sua maioria. E o pior, existindo conselheiro(s) aparentemente descrentes ou desmotivados.
Mas o discurso está na ponta da língua, com palavras do tipo: deliberativo, controle social, processo de construção, sociabilização, projetos, núcleos..... e o povo na USF não tem atendimento especializado e medicação.
Para concluir: As estatísticas provam que a (má) saúde, faz com que se ganhe mais dinheiro com isso. As fábricas de medicamentos estão felizes com a empurroterapia dos consultórios. As vendas crescem e o povo cada vez mais dependente e doente. A prevenção é esquecida e parte dos políticos cada vez mais omissos.
Você conversa com seu candidato a vereador? Sabe das suas idéias e projetos? Dialoga o plano de gestão, ou busca apenas assistencialismo?
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