O cenário político no alvorecer do cristianismo e o papel do cristão na política hodierna
Manoel dC
Introdução
Quem me conhece sabe que abomino politicagem e os malabarismos da política partidária. Mas por outro lado, sou muito inclinado a aceitar a boa política, que ajuda as pessoas a viverem na cidade, como diz o apóstolo Paulo, na polis, do modo digno do Evangelho de Cristo, uma política não utópica, que provê maior dignidade as pessoas, que ensina “a pescar”, que fornece acesso à educação, e capacita o cidadão com senso crítico, tornando-o livre, cônscio de seus direitos, e capaz de transformar outros indivíduos, famílias e bairros e mudar o quadro de miséria e ignorância do contexto de uma cidade inteira.
Nosso sistema político está apodrecido até a espinha dorsal e como o pecado que se alastra, está corrompido no seu início, meio e fim. A história política do Brasil nos mostrou que a maioria eleita pelo povo sofrido (que sempre é visto como massa de manipulação e moeda de troca), quando assumiu cargos públicos, inicialmente começou até com boas intensões, mas depois se tornou egocêntrica incontrolável, possessa de ganância, se alastrando no congresso nacional, nos governos e nas prefeituras, nas assembleias e tribunais, como ratos de esgoto insaciáveis, roubando, extorquindo, desviando verbas, malversando o dinheiro público e cometendo todo tipo de bandidagens. O pior é que o dinheiro, a influência e a autoridade que lhes são imputados os resguardam na impunidade, e jamais são condenados ou presos. Essa situação indigna só cresce, em face de pobreza extrema que gera toda sorte de malefícios à sociedade brasileira, um tumor purulento que supura corrupção e desmandos.
— A situação do Império Romano dominando a Palestina.
Por outro lado, para aqueles que são avessos à política e querem uma distância substancial dela, devem ser esclarecidos de que NÃO SE PODE LER O NOVO TESTAMENTO SEM O MÍNIMO DE CONHECIMENTO POLÍTICO e sem ser munidos de uma noção básica quanto à expectativa (política) dos cidadãos que povoavam as cidades da Palestina da época de Jesus e aguardavam a vinda de um Messias Libertador prometido pelos profetas do Antigo Testamento, que viria para acabar com a tirania opressora do Império Romano para sempre.
A história do nascimento de Jesus tão romanticamente contada por professoras piedosas em flanelógrafo, mostrando a família sagrada, o menino Jesus na palha da manjedoura junto como os pastores, bois e burrinhos esconde o pulso latejante do coração pisoteado do cidadão comum que vivia no território de Israel, cuja pirâmide social desproporcional era composta por uma pequena fatia na classe alta com os ricos saduceus, rabinos e sacerdotes do templo, esmagada no meio pela classe média que consistia de negociantes, fazendeiros e artesãos e tendo a base inchada da pirâmide, a esmagadora classe baixa com seus milhões de nômades sem terra, escravos, prostitutas, mendigos, loucos e enfermos de todo tipo, os pobres da terra, ESSES DESPREZADOS QUE FORAM O FOCO PRINCIPAL DA ATENÇÃO E AMOR DIRECIONADOS POR JESUS DE NAZARÉ QUE GEROU OS MILAGRES, A LIBERTAÇÃO E O BEM ESTAR DE MUITOS, MAS TAMBÉM A IRA DOS RELIGIOSOS CHEIOS DE ASSEPSIA MORALISTA. Os cobradores de impostos e publicanos faziam parte da classe baixa, apesar de serem ricos abastados.
Já há muito tempo Israel como nação não provava o que era liberdade. Desde a saída do cativeiro na Babilônia, foram dominados pela Grécia, pelos Ptolomeus (Egito), pelos Selêucidas (Síria) e depois de um período curto de liberdade conquistado pelos macabeus, para depois serem dominados pelos romanos. No tempo de Jesus, as taxas e impostos eram impraticáveis, e o povo não tinha maiores esperanças, a não ser apostar todas as fichas na vinda do Messias que viria libertar o povo da mão despótica do Império.
do Genizah
Artigo completo na página conceito cristão
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