Na noite deste sábado (19), a Comunidade Evangélica de Jardim Paulista composta pelas Igrejas Evangélicas Assembléia de Deus (COMADALPE), 1ª Igreja Batista de Jardim Paulista, Igreja Batista Palavra da Fé e Igreja Sara Vidas, realizou o 1°
Passeio Ciclístico Ecológico com percurso de 6 km. A concentração foi
em Jardim Paulista, onde os participantes variavam entre experientes e curiosos, de ambos os sexos, idades e bikes, pedalaram pelos bairros de Paratibe, Arthur
Lundgren e Centro do Paulista, retornando a origem, anunciando Cristo e chamando a atenção das comunidades para a temática ecológica. A idealização e direção geral do passeio
esteve sob o comando do Diácono da AD de Jardim Paulista Baixo,
Bartolomeu Jorge que dividiu as tarefas com inúmeros colaboradores.
Desde a família, passando pelos coordenadores, patrocinadores e
participantes.
Agora, o que pude observar no passeio, é que a
Cidade do Paulista não dispõe de uma estrutura mínima para os ciclistas.
Os motoristas por sua vez não respeitam as bikes e mortes de
ciclistas no
trânsito se tornaram comuns, dando a impressão de
um aumento considerável de acidentes e trazendo à tona a
discussão sobre a segurança do uso da bicicleta nas grandes cidades. Os
centros urbanos estariam preparados para este tipo de transporte? O
deslocamento de bicicleta é um modal ou não? A idéia de mobilidade passa
também por ciclovias? Logicamente que na teoria dos técnicos a resposta é afirmativa.
No entanto há um gradual aumento de
usuários nas cidades, o alto custo das passagens e a precariedade do
transporte de massa, tem levado a formação de uma cultura da bicicleta, o
assunto ganhou mais visibilidade e os acidentes com ciclistas também. A bicicleta é um meio de
transporte e a estrutura oferecida deixa muito a desejar.
Assim,
enquanto muitos se divertiam, outros trabalhavam para garantir a segurança dos participantes, estava tirando umas fotos e observando a inexistência de um plano cicloviário
na cidade do Paulista, onde as pistas não oferecem condições ao ciclismo e a iluminação de péssima qualidade. Só para constar:na
Austrália, utilizam comboios de ciclistas. Já em Londres, tem-se planejamento mapeado. No Rio de Janeiro, que tem-se um número enorme de ciclistas a estrutura deixa muito a desejar.
No Brasil, tem-se lei que obriga os motoristas a
guardarem uma distância segura de um metro e meio ao passar ou
ultrapassar o ciclista. Quem fiscaliza? O
ciclista precisa ser ferido para que haja punição, isto é, se for pego.
Deve
haver uma politização da
bicicleta, com usuários unidos, só não precisa se chegar ao cúmulo de
criação de partido. A bicicleta é um direito de todos, porém o código
brasileiro de trânsito
inclui direitos e deveres do ciclista no trânsito.
A
Federação de Ciclismo só trata quase que exclusivamente da parte desportiva. E não
são apenas os problemas de estrutura e a hostilidade de motoristas de
carro e caminhão que alimentam os acidentes. O ciclista também tem sua parcela de culpa: não
sinaliza a bike , não olha para os lados....
Apesar de
todas as notícias trágicas sobre acidentes fatais, o ciclista brasileiro
tem razão em insistir no esporte, lazer ou meio de transporte. Entendo que, quanto mais ciclistas
circulando pelas ruas, menores os riscos, e pedalar faz bem para a saúde, com os devidos cuidados.
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