Fazendo visitas nas áreas e hospitais, o que a gente percebe é o descaso total com a saúde pública. Não há qualidade no sistema, desde a prevenção e ambulatório. Faltam leitos e profissionais. Gente com AVC/AVE misturado com vítimas de traumas. Pessoas com fraturas em ambientes insalubres. Grávidas tendo filho no chão, a olhos de todos, estilo bicho. Aos pacientes terminais, deixa para lá.
Porém, o que sobra é a omissão da grande mídia. O discurso do governo tem muita retórica e repleto de bravatas.
Eu não consigo entender como se fala em cuidar do social e o dinheiro que deveria servir para as prioridades como saúde por exemplo, vai para o carnaval, copa do mundo e olimpíadas?????
Só para se ter uma idéia, a fortuna gasta com construções e reformas de estádios chega a mais de R$ 300 bilhões dos cofres públicos, cujos orçamentos, boa parte já estão estourados. Em compensação a verba do SUS deste ano, para contemplar a população de 152 milhões de brasileiros é de R$ 88 milhões. Este é o modelo de gestão. O congresso que deveria ser vigiado de perto pela população e PF faz e desfaz, tripudia sobre os brasileiros e nada acontece com os ilustres.
Os planos de saúde por sua vez, arrecadam bem, tem um faturamento infinitamente superior e empurram o atendimento de alta complexidade para o SUS. Onde os mesmos são campeões de reclamação.
A fala agora é de construção de hospitais, UPAs e Upinhas. Quais profissionais estarão lá para atender? Há um descaso total, onde a saúde, de bem público escrito na Constituição, tornou-se bem de consumo. Como diz o ditado: A água só corre para o mar, a saúde só atende quem tem dinheiro para gastar. E mesmo quem tem dinheiro, não tem garantias. Outro fato intrigante, é que a cada partida de futebol, tem-se uma ou duas ambulâncias na orla do gramado. Porém, quando a mesma população precisa desta mesma ambulância......estas foram abduzidas. Coisas do país pentacampeão.
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