da Veja
Em depoimento nesta quinta-feira à
Polícia Civil do Rio, o neurocirurgião Carlos Augusto Borges confirmou
que fazia plantões no Hospital Municipal Salgado Filho, no Méier, na
zona norte do Rio de Janeiro, no lugar do também neurocirurgião Adão
Crespo Gonçalves (foto abaixo).
Como a troca era informal, o
próprio Adão assinava, depois, o livro de ponto, como se houvesse
trabalhado, mas repassava ao colega o valor ganho. Carlos Augusto se
aposentou em setembro e, desde então, deixou de substituir o colega.
Outro neurocirurgião, Fernando Andrade, também contou à polícia que
chegou a substituir Adão durante os plantões.
Na noite de 24 de
dezembro, Adão faltou ao plantão e o hospital ficou sem neurocirurgião. À
0h15, a menina Adrielly Vieira, de 10 anos, foi baleada na cabeça e
levada ao Salgado Filho, mas, devido à falta de médico, teve de esperar
oito horas para ser atendida. Ela morreu em 4 de janeiro.

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