Ontem não se falou em outra coisa, senão no "de frente com Silas Malafaia". Os evangélicos que sabiam do debate assistiram até o fim, e as redes
sociais não falavam de outra coisa.
Gabi, bem que tentou impressionar buscando colocar contra a parede o Pastor Silas, buscando alguns pontos de audiência. Mas tendo do outro lado, Malafaia, que atualmente é o top dos tops televangelistas do meio pentecostal, e segundo as revistas, quase no topo da fortuna nacional, chamou a atenção até de quem não era evangélico.
Silas é pastor, psicólogo, apologista, empreendedor, empresário, marketeiro, defensor dos valores da família e da moral cristã, além de sair na defesa dos fracos.Taxado agora, de inimigo do movimento gay.
Os setores mais xiitas do evangelicalismo verde e amarelo, gostam do seu estilo através logicamente dos seus méritos. O seu estilo "João Batista" cibernético agrega
multidões. No entanto, é amado e odiado dentro e fora, até do meio evangélico. Mas no final todos querem testemunhar e ouvir o que ele diz, nem que seja para criticar depois.
O que eu ouvi e vi da entrevista, favoreceu o Pastor Silas. A loura levou um sacode ( como diziam os empolgados nas redes sociais) apesar de tentar nocauteá-lo.
Agora no contexto geral, qual a vantagem de "vencer"o debate? Cristo teria uma postura ou discurso moralista radical, ou entraria com autoridade e credibilidade para agregar, sem expor a igreja?
No debate, particularmente esperava a temática mais agressiva contra a igreja, como justiça social, os PLs, corrupção e fraco desempenho da bancada gospel de brasília. No entanto, nem entraram em cena como prioridade.
A história da cruz e salvação para todos, gratuitamente pela graça, nem entraram na pauta. A concentração foi em cima do patrimônio do Pastor, mérito da "teologia" da prosperidade.
Agora, infelizmente tenho de acatar, que o que gera audiência é polêmica. Área que o Pastor Silas domina e bem. E Gabi vive disso. Mas, e o Evangelho da cruz?
Além disso, ainda tivemos de ouvir a pergunta indigesta: o Deus de Gabi é o mesmo de Silas? Segundo a pergunta da loura, diante do jeito e postura do Pastor que foi
contundente, falou grosso e exagerou no apontar o dedo.
O Pastor Silas é importante no cenário, mas não é fundamental e prioritário no segmento de guardião da moral. Há questões doutrinárias que entendo não precisarem ser midiáticas.
É lamentavel que o mundo não saiba, que como igreja, também
nos importamos não apenas com valores, mas também com
aquilo que diz respeito à todos, independente da religião. A ética tem de pesar mais do que a moral, senão voltamos ao farisaísmo legalista.
O que eu sei é que há promiscuidade política, falcatruas
feitas com dinheiro público, inclusive para beneficiar às igrejas, são fatos tão graves quanto o adultério e homossexualidade.
A Bíblia quando fala em todo o conselho de Deus, está mais do que lógico não concentrar-se numa só temática, e parece que o apologista Malafaia esqueceu ou aceitou o acordão de pauta. Assim perdeu-se a chance de evangelizar um público diferenciado. É o que eu entendo do desfecho.
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